Lideranças e demais integrantes de uma organização criminosa da Bahia, ligada a facções do Rio de Janeiro e São Paulo, são alvos de uma operação da Polícia Civil, deflagrada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), na manhã desta quinta-feira (27/11). O grupo é responsável pela distribuição de entorpecentes, ataques armados contra rivais, lavagem de dinheiro e também a movimentação milionária de bens e recursos financeiros.

O Denarc solicitou e o Poder Judiciário já autorizou o bloqueio de contas bancárias. O valor sequestrado pode chegar a R$ 100 milhões. A descapitalização do grupo criminoso também impede o acesso dos acusados a sete automóveis, uma moto aquática, um haras com cavalos de raça e uma usina que produz energia solar, avaliados em R$ 1 milhão.

Mandados judiciais são cumpridos em mais de 10 bairros de Salvador, duas cidades da Região Metropolitana (RMS), dois municípios do interior da Bahia, além dos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.

Fontes do Informe Baiano revelaram que um dos alvos é a advogada de prenome Poliane Gomes, conhecida também pelo apelido de ‘Rainha do Sul’, em referência a série da Netflix. Uma grande quantia em dinheiro teria sido apreendido na casa da mulher.

A Polícia Civil relatou em nota que as ações desarticulam o financiamento e coordenação interestadual da organização criminosa baiana, refletindo diretamente na redução de violência nos territórios afetados.

A advogada Poliane França Gomes foi presa durante a megaoperação “Rainha do Sul”, deflagrada pela Polícia Civil (PC) na manhã desta quinta-feira (27), no bairro de São Caetano, em Salvador.

Segundo a PC, o nome da operação é “Rainha do Sul” porque era o apelido usado pelos traficantes ao se referirem à advogada. Poliane é apontada como tendo ligação direta com a facção Bonde do Maluco (BDM). As investigações são coordenadas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Ainda de acordo com a polícia, a advogada atuava em favor da estrutura criminosa do BDM, oferecendo suporte jurídico e facilitando ações do grupo responsável pela distribuição de drogas. Além disso, ela mantinha vínculo direto com um ex-traficante baiano. A facção, alvo da operação, é investigada por crimes graves, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em ataques armados contra facções rivais.

Também participam da operação equipes dos Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), de Inteligência Policial (DIP), Especializado de Investigações Criminais (Deic), de Polícia Metropolitana (Depom) e as Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter), de Operações e Recursos Especiais (Core), de Operação de Polícia Judiciária (COPJ), além do apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das Polícias Civis de Pernambuco, do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.


Fonte:  IB